the frog park

Estou cada vez mais viciada no Frog Park (como o Alkis baptizou o parque aqui atrás do prédio, devido à população anfíbia que abunda no lago e que faz uma peixeirada..ou sapada, como queiram). Agora que o tempo aquece, não me passa pela cabeça estudar, ler ou anhar noutro lado. Estendo a canga, exponho a parte de cima do biquini e escarrapacho-me na relva. É uma sala de estudo que poucos conhecem e nesta época de exames não lhe faltam habituées. Há o casalinho meloso que praticamente nem olha para os livros. O rapaz que faz intervalos de 30 em 30 min para tocar maravilhosamente guitarra e fumar um cigarro. Os rapazes que passam a tarde a brincar aos malabarismos e deixam os livros e fotocópias abandonados no chão. Os que adormecem passados cinco minutos de chegarem. A rapariga que ata a trela do cão à perna e fica absorta a recitar coisas dos apontamentos enquanto o cão ora dorme nas posições mais incríveis ora fica possesso a ver os patos passar. Os sortudos que não têm de estudar e vão simplesmente soltar os filhos ou ler um livro.
Mas também há a velhota demente que vagueia com um ar perdido e depois desaparece e volta passado um bocado com outra toilette…ou de pijama. O velhote que vem dar pão esfarelado aos pássaros e atrai bandos de rolas e que é o único que consegue fazer festinhas ao gato lanzudo que habita o corredor entre o parque e o rio. E os turistas que chegam, tiram uma foto em cima da pontezinha, desassossegam os patos e vão embora.
Ontem estava a tarde perfeita. A guitarra, os malabaristas, a velhota senil, o velhote do pão com o gato, os turistas chatos, a rapariga a babar-se para cima das fotocópias… E uma mãe pata com cinco patinhos a dormir a 1m de mim e depois a brincar na água. E aqueles pássaros pretos com o bico vermelho que têm a mania que são maus e, apesar de muito mais pequenos, andam sempre às bicadas aos patos. E o coro das rãs. E uma pomba branca a apreciar tudo pousada em cima do corrimão da ponte.
Mas eu tive de me sentar ao computador a acabar de escrever a secção de Métodos da tese e depois limpar a casa. Este fim-de-semana já me rendeu um bronzezito, não me posso queixar!

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