pão de ló

Para a semana vou ter de ensinar uns estudantes a usar o SimaPro para calcular pegadas de carbono. Pus-me a pensar num produto qualquer para servir de exemplo… Lá achei que um pão de ló bem fofinho e gostoso é simples o suficiente e tem a vantagem de todos os seus componentes figurarem nas bases de dados (excepto o fermento e a raspa de laranja).
Os belgas nem imaginam que pão de ló existe, mas até pode ser que aprendam a fazer bolos a sério!

Mãos à obra:
“250g de farinha, 7 ovos, 150g de acúcar, 10min de batedeira e 20min de forno… Analisar.”

Choque.

Um mísero pão de ló emite 1.64 kg de equivalentes de CO2
Traduzindo: os gases de efeito de estufa emitidos na producão e distribuicão (não tenho cedilhas neste teclado) dos ingredientes do pão de ló e na confeccão do pão de ló lá em casa contribuem para o aquecimento global na mesma medida que 1.64 kg de CO2 o fariam.

E esta é a complexidade de todo o processo que tem de ocorrer para nós pormos um pão de ló em cima da mesa*:

*excluindo a mesa, porque senão não sairíamos daqui!

Concluindo, pensar no potencial de aquecimento global dos bolos tradicionais portugueses é tão prejudicial como pensar que os churrascos são cancerígenos e que os gelados do Santini engordam. Não repito a piada!

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