coisas que se aprendem a passear nesse lugar mítico que é a Europa

E vou ter de falar mal, lamento muito.

Ponto 1 – A gente queixa-se muito de ter de pagar portagens e sabe Deus a corrupção que para ali vai. Mas esta gente com autoestradas de graça o que tem é autoestradas baratas. Piso drenante? Para quê?? No nordeste da Europa quase não chove!! Tapar buracos?? Que ridículo! Não há mazelas que crateras com 50cm de diâmetro possam fazer a um carro que circula a 120km/h! Viadutos?? Um desperdício de dinheiro. Porque é que não havemos de descer o vale a pique para descer a montanha de novo e assim sucessivamente durante dezenas de quilómetros?

2 – Este é culpa minha. Quando um hotel tem pacotes especiais para famílias não pode ser coisa boa. Ignorei também os anúncios a programas sénior. Resultado: a piscina relaxante do hotel cheia de putos aos gritos e a jogar à bola. Pior: não pôr os cotos na sauna porque estava cheio de velhos nús impudicamente a passear as pendurezas dum lado para o outro. O jacuzi também tinha a mesma clientela e era minúsculo. (Menina, nós portuguesas somos muito atadas! Aqui as velhas levam a depilação brasileira muito a sério!) Além disso, é extremamente provável que a decoração do hotel coincida com o gosto dos seus hóspedes e até que cheire um pouco a mofo.

3 – Este a culpa também é minha. Quando um hotel tem aspecto de ser dos anos 60 e diz que é hotel E spa, é porque é um hotel que tentou adaptar uma parte para ser um spa. Não resulta.

4 – Outra coisa da qual a gente fala muito mal é dos avecs. Em Agosto recostamo-nos na nossa poltrola cosmopolita e ficamos a vê-los passar com os seus carros megalómanos que quem nos dera a nós. Mas principalmente ficamo-nos a rir com a pinta de bimbo importado que se topa à légua. A culpa não é deles. Na verdade, quando mais faço turismo nestas bandas e mais contacto tenho com a classe média local mais me inteiro duma coisa: o avec e seus derivados não destoam nadinha nas suas comunidades. Na verdade, a maior parte deles seria um sério concorrente ao prémio de maior labrego que passou por Vilar Formoso no primeiro fim-de-semana de Agosto.

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