Xau, mundo.

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Tenho uns headphones novos. 20131110-230133.jpg

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coisas que não pode ser

ImageAs colectâneas com o melhor de João Gilberto nunca têm a Zingaro, do álbum Amoroso. Logo, deviam chamar-se “O melhor de João Gilberto, fora a Zingaro” ou então “As músicas bonitas que o João Gilberto cantou, além da Zingaro” ou então “Nós não sabemos escolher o melhor, por isso toma os grandes êxitos do João Gilberto.”

Rigor, pá, rigor.

Belgium A to Z – T

T – Triggerfinger

Triggerfinger is an excuse because I simply had to write about all the great music Belgians make! Many worldwide known bands and singers are Belgian, from the oldies Vaya con Dios to the recent hype of Gotye. Although I didn’t know it, I’ve been listening to belgian music since ever and probably so do you.

The first contact was with Jacques Brel, whose songs I came to love after many years of being tortured by my mothers cassettes. Brel took me from twisting in agony for not standing him to twisting in agony with all the sadness with one of his live versions of Ne me quites pas. My older brother really digged Vaya con Dios (and also Karate and brainless action movies, so don’t make assumptions, he!), so I listened to it too. Then later I started to sing along with K’s Choice and bashing in those melancholic oh so special feelings! Then I had an indie phase and was into Zita Swoon, Hooverphonic and dEUS. Banana Queen and Instant Street have been in my top favorite songs for years now!

“HEY! MY LIFE IS OK!”

This recent troubled love story with Leuven has been featuring belgian musicians all the time. Most of the new findings are great surprises! Absynthe Minded, Sleah Sue, Arsenal, Intergalactic Lovers, Buscemi… or Triggerfinger, indeed. And it’s good to see that Belgians love and value their music scene as well! For example, Leuven hosts a a free music festival with Belgian bands only. And Studio Brussel (THE coolest radio) plays national a lot and this weeks top even featured a bunch of Leuvense bands!

the youth

Quando cheguei a Leuven esta madrugada, saí do carro e senti nos braços despidos a noite morna de tão húmida. Não havia outro som na rua além dos meus passos apressados, os passarinhos que começavam a pressentir a madrugada e o zunir da música da festa nos meus ouvidos. Deve haver qualquer coisa de melancólico numa autoestrada vazia à noite. Não sei se é da alternância perfeitamente ritmada da iluminação pública ou da urbanidade dormente que, sem gente e sem stress, é simplesmente feia. Ou então foi de dançar a Smells Like Teen Spirit, porque isso dança-se assim meio a largar tudo por todos os lados, numa noite em que se bebeu vinho tinto e em que todos tínhamos carta de condução, de andarmos a ir aos casamentos uns dos outros. E às vezes falamos de coisas sérias, como a segurança social e pintar paredes, e também falamos das nossas intimidades, as felizes e as tristes, mas só assim muito de levezinho, com meias palavras, que bastam, e poucos detalhes embaraçados. Nota-se que a intimidade é assunto, mas não para se ter, não como quando éramos miúdos que as coisas se sabiam, mas sim como uma obra ainda mal montada, uma verdade que não se sabe bem comunicar, que se desconhece e é tão óbvia.

Deve ter sido disto tudo. Porque vim para casa a pensar que não ando a sentir alegria vezes o suficiente. É uma constatação muito séria… e talvez um bocado íntima. A verdade é que hoje, o tal dia seguinte, ando a cantarolar isto:

MGMT – The Youth from Eric Wareheim on Vimeo.