“Home is where you start from.”

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thirsty bird

I found this little one today, nearly drowning in the buckets from where my dogs drink. After warming up in my hand, it dried its wings and flew again. Usually, I snatch them from one of my dog’s mouths when one of them passes by with a guilty look and I hear a muffled “Chirp! Chirp!”. These usually don’t have a good prognosis, though.

progresso e comida

Conheço os rudimentos de uma horta, como por exemplo, como armar os tomateiros, o quão basto se deve semear o feijão, quando é que as cebolas e as abóboras estão prontas a apanhar… Mas não sirvo para ter uma porque não me entendo com a enchada. Para cavar uma horta é preciso ter força e uma espécie de molejo, uma cadência ondulada do pulso ao joelho e depois ao contrário, que eu, tenrinha e desengonçada como uma salsicha em lata, não tenho. Mas prezo muito coisas como ir de pijama e robe apanhar laranjas para espremer para o pequeno almoço, escolher umas folhas de couve para o caldo verde ao jantar e andar à procura de canteiros de salsa para migar para o arroz de tomate. E ir à praça comprar o que me faltar e que um agricultor das redondezas ali vende ou manda vender.

Este tópico chegou-me porque ontem estava a ver num documentário um homem a ir às compras num mercado no norte da Austrália e aquela profusão local de fruta, legumes e peixes deu-me saudades da horta lá da Charneca agora que estou condicionada num apartamento e em plena Europa de peixe velho, laranjinhas embrulhadas em papel, endiviazinhas polidas e uma grande variedade de tubérculos insípidos porque mais nada cresce nestes solos frios. Esta estética de prateleira de supermercado parece que é a apologia do progresso, mas é antes um dos compromissos mais pesados que temos de fazer por ele. Porque estarmos próximos, geografica e activamente, das nossas fontes de alimento é ter qualidade de vida. E digam o que disserem, as batatas querem-se sujas, os tomates querem-se disformes e os ovos, se possível, com restinhos de merda.

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(C) Andy Singer

ervas update

Habemus menta!

Um pézinho que roubei da mintuccia da Luna finalmente começou a crescer. (Não faço ideia qual é a espécie…) É uma erva lindíssima e muito útil e muito mais versátil que a menta de folha grande ou a hortelã. Fica óptima com morangos, com legumes salteados e em molhos de tomate.

Comecei também a cultivar uma salva, que não parece estar a curtir muito a nova casa, e cebolinho.

Tinha uma nova campanha de rúcula a começar a dar que foi atacada por uns piolhos brancos e morreu toda… Espero que aquilo não se espalhe para as aromáticas…